16º dia – Puerto Natales-Chile, Torres Del Paine-Chile e El Calafate-Argentina

Em seguida saímos em direção ao Parque Nacional Torres del Paine que fica a uns 70km de lá. Há 2 rotas, uma pela estrada normal e pavimentada e outra por uma estrada nova conhecida como Carretera Nueva, Fomos pela nova, seguindo a dica de um chileno que já havia morado no Brasil e estava hospedado no Hostel. Valeu a pena. O trecho é lindo. Tem vários “miradores” pela estrada ou mirantes para nós brasileiros. Quem passar pela estrada irá reparar que há árvores com os galhos e folhas pendentes apenas para um lado. São as árvores bandeiras (arbol bandera), que recebem o vento o tempo todo por uma direção e acabam se moldando ao vento. Bem interessante.

Chegado ao parque fomos, pelo pouco tempo que tínhamos, optamos por visitar 2 pontos do parque. Os icebergs que se desprenderam dos glaciares e as Torres del Paine, que é uma montanha com formações rochosas pontiagudas que lembram torres. Infelizmente o tempo estava bem chuvoso e não conseguimos avistar as Torres. Pena, e como disse um chileno que encontramos, assim é a “naturaleza”.

Para quem tem tempo Torres del Paine é uma ótima visita. Há diversas trilhas. A trilha mais famosa chama-se “W” porque o formato da trilha é um “W” e leva-se em média 4 dias. Há uma trilha mais longa chamada “A volta” que é uma volta completa pelo parque e leva-se em média 6 a 8 dias. Tô fora. É para quem gosta. E quem não tiver equipagem, em Puerto Natales é possível alugar tudo. Desde barracas, botas, gás, lampiões, etc. A cidade vive dos mochileiros.

Saímos de lá e seguimos em direção a El Calafate na Argentina. Ou seja, mais aduanas e tal. Saindo do parque fomos em direção a Cerro Castillo, última cidade chilena antes de cruzar a fronteira. Essa fronteira é bem chatinha, há muitos ônibus entrando e saindo e há muita gente. Para quem chega ao Chile de ônibus, todas a malas são revistadas.

Boa parte do caminho é de rípio (pista de cascalhos). Chega uma hora que cansa. O carro chacoalha todo. Respiramos pó o tempo todo. Abrir o vidro nem pensar. Mas nesse dia fomos presenteados com uma linda vista de um arco-íris. Brilhava muito. Nunca vímos um arco-íris com uma cor tão forte. E dava para ver o arco inteiro. Incrível.

Perto de El Calafate ventava muito. Já era noite e estrada é deserta. Acho que desde Torres Del Paine até El Calafate, uns 350km, cruzamos com apenas 4 carros. Um deserto. Não há nada. Apenas vegetação e animais silvestres.

Enfim chegamos, já bem tarde em El Calafate. Ficamos no Hostel del Glaciar. Muito bom. Boa estrutura, limpa e com Wifi. Fizemos nosso jantar e cama.

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15º dia – De Ushuaia a Puerto Natales, Chile

Pela manhã saímos de Ushuaia em direção a Puerto Natales no Chile.

Passamos novamente pelo Estreito de Magalhães. Um vento fora do normal.

No caminho passamos pelo primeiro momento de tensão. Estávamos sem Pesos Chilenos e os postos da gasolina que passamos não aceitavam cartão, dólares. E para piorar só haviam postos a cada 100km ou mais. Ainda bem que tínhamos uma reserva num galão de plástico com 20 litros de diesel. Foi o suficiente para chegar em Puerto Natales.

Então vão aí algumas dicas:

– ao sair de Ushuaia encha o tanque antes da fronteira da Argentina com o Chile, mesmo que você já tenha enchido em Ushuaia. Há uma coisa curiosa que acontece na Argentina. Nas cidades fronteiriças, o preço do diesel ou gasolina é mais cara para carros com placas estrangeiras, algo como 1 peso a mais.

– leve sempre um galão de combustível adicional, o ideal são 20 litros, porque esta região é desértica e não há nada mesmo

– compre Pesos Chilenos em Ushuaia. As casas de câmbio costumam ter boas taxas

Chegando em Puerto Natales fomos jantar no restaurante La Picada de Carlitos. Um restaurante nível médio mas com a comida muito boa. Pedimos salmão, lomo, salada já que faz tempo que não comemos salada. Estava tudo muito bom, ótimo tempero. Fomos dormir depois no Hostel Kaweskar.