Estiagem seca Cataratas do Iguaçu

Fiquei impressionado ao ver a foto no G1 de como estão hoje as Cataratas em Foz do Iguaçu. Nada a ver com o belo espetáculo que vimos em nossa viagem por lá em janeiro deste ano. Uma pena.

Quem for, acho melhor esperar a época das chuvas para não se decepcionar e desperdiçar din din.

Veja a diferença de cenário nas fotos abaixo. A primeira foto é do G1 tirada neste mês, a de baixo é da nossa viagem em janeiro de 2009. De 1500 m3/segundo para apenas 310 m3/segundo.

Cataratas do Iguaçu em abril de 2009

Cataratas do Iguaçu em abril de 2009

Cataratas do Iguaçu em janeiro de 2009

Cataratas do Iguaçu em janeiro de 2009

Abaixo outra foto da estiagem no UOL:

Estiagem seca Cataratas do Iguaçu abril 2009

Estiagem seca Cataratas do Iguaçu abril 2009

Cataratas do Iguaçu antes da estiagem em jan 2009

Cataratas do Iguaçu antes da estiagem em jan 2009

33º dia – De Foz do Iguaçu, Paraná a Maringá, Paraná

Fomos até o Parque Nacional do Iguaçu. Fiquei impressionado com o nível de organização. Já chegando somos direcionados a um estacionamento amplo. Em seguida há mapas indicativos em português, inglês e espanhol. Logo na entrada há lojas de souvenirs, lanchonetes, banheiros limpos, vários guias dando informações. Coisa de primeiro mundo. Fiquei orgulhoso.

O Parque é grande. Para isso há ônibus novos de 2 andares, circulares, que percorrem todo o parque.

Dentro do parque há inúmeras lanchonetes e o melhor, aceitam dólar, euro, real, peso argentino, cartão.

Fizemos o famoso passeio do Safari Macuco pelo rio chegando até as cataratas. Emocionante. A força das águas é algo de arrepiar. Imperdível.

O passeio custa R$ 169 por pessoa, mas a dica é comprar em hostels espalhados na cidade. Lá vendem o voucher a R$ 100 por pessoa.

Há turistas do mundo inteiro. É raro ver um local no Brasil com tantos turistas.

As cataratas são enormes. Não tinha idéia da dimensão. Muita água. A beleza de lá é indescritível. O barulho das águas é ensurdecedor. Chegamos muito próximos das cataratas. Emocionante.

No final do dia seguimos para Maringá, nossa última parada antes de chegar a São Paulo.

32º dia – Foz do Iguaçu, Brasil e Ciudad del Este, Paraguai

Dia de compras. Pegamos uma van que saiu do hotel e fomos conhecer a famosa Ciudad del Este.

Cruzamos a ponte da amizade e já estávamos no Paraguai. Ninguém pede nada, nenhum passaporte, RG nada.

Ao cruzar a ponde da Amizade a impressão que se tem é que você chegou a região da 25 de Março em São Paulo. Um mundo de gente. Isso que, segundo o motorista, a cidade estava calma, temporada baixa pós-Natal. É um lugar feio. Todos carregando sacolas pretas, as pessoas empurrando carrinhos de mão com caixas e mais caixas de papelão. Várias barracas com lona azul vendendo de tudo. De binóculos, DVDs piratas, brinquedos falsos, mini TVs, MP3, várias marcas genéricas. Você começa a caminhar e já vem os molequinhos tentar vender pares de meias para você.

O ideal é fazer compras dentro das galerias. Há várias como Monalisa (perfumes), Lailai (eletrônicos, computadores), Americana, Casa China com suas atendentes de micro-saia. O limite de compras é de US$ 300. O difícil é segurar o bolso.

É um lugar bizarro. Terra de ninguém. Os seguranças andam com um escopeta calibre 12. Faz um calor infernal de 36ºC.

Pesquise muito os preços. Uma mesma câmera digital pode variar de US$ 500 a US$ 1000. Desconfie de preços muito baixos. Pode ser remanufaturado, ou seja, tiveram algum defeito de fábrica, ainda novos, foram consertados e são vendidos como novos.

Lá eles aceitam todo o tipo de moeda: dólar, real, guarani. Se for pagar no cartão tem um adicional de 10%.

Ao cruzar novamente para a fronteira brasileira só havia um policial federal. Mas é aleatório. Podíamos ter sido parados também.

31º dia – De Corrientes, Argentina a Foz do Iguaçu, Brasil

Saímos cedo em direção ao Brasil pela Ruta 12 que margeia o Paraguai. Havíamos lido relatos em fóruns de que os policiais rodoviários (Policia Caminera) são corruptos nesta estrada. Que apesar do carro estar ok, ainda assim pedem uma gorjetinha.

Bom, aconteceu uma vez neste trecho. Um policial nos parou perguntou se tínhamos todos os equipamentos obrigatórios como 2 triângulos, cabo de aço para reboque, autorização para circular e perguntou a profissão de cada um. Em seguida, veio pedir uma gorjetinha para una “gaseosa” una “coca-cola”. Não queríamos dar dinheiro, então fomos pegar o café brasileiro que havíamos levado do Brasil para ocasiões como essa. Demos 2 pacotes de café, um para cada policial de plantão e nos liberou em seguida. Saiu barato.

A última cidade que passamos antes de chegar ao Brasil foi Puerto Iguazú. Comparada a Foz do Iguaçu no Brasil, é uma titica. Deve ter no máximo 3 postos de gasolina. Mas ficamos impressionados com o Hostel International de lá, a beira da estrada com uma piscina grande que mais lembrava um hotel. Mas decidimos ficar no Brasil.

Finalmente chegamos a aduana brasileira, que nada nos pediu. Não preenchemos nenhum formulário de que estávamos carregando grãos, sementes, frutas, derivados de carne, etc. Nada. Diferente do que acontece com as aduanas chilenas e argentinas que são bem rigorosas. Passamos direto. Somente um Policial Federal nos perguntou se éramos brasileiros, mas não checou nada. Assim passamos para o lado brasileiro!

Num primeiro momento é estranho. Ver as placas escritas em português. Fui pedir uma informação na rua e por pouco não pergunto em espanhol como estava acostumado a fazer durante toda a viagem.

Fomos para o Marco das Três Fronteiras, um ponto onde se pode avistar o Paraguai, Argentina e Brasil ao mesmo tempo. Lotado de turistas chilenos, argentinos e europeus.

Mortos de fome fomos direto a uma churrascaria, o Búfalo Branco. Nos “deslizamos” como diria o Roberts.

Ficamos no Hotel Mirante, bom e barato. Saiu R$ 35 por pessoa num amplo quarto quádruplo com café-da-manhã. Tem até uma piscina. Muito barato. A maioria dos hóspedes era argentino, então não dáva ainda aquela sensação de estarmos no Brasil.

A noite, seguindo recomendações, fomos até o Capitão Bar. Tomamos um mega mojito que vem numa jarra. Muito bem preparada por sinal.