19º dia – Em Puerto Tranquilo, Chile

Por Alex

Apesar do vento forte dormimos bem. Eu e o Kuroda dormimos numa barraca. O Toni e o Robert’s decidiram dormir no carro. Eu preciso dormir na horizontal. Fazia muito frio e foi bom para testar o saco de dormir megapower que havia comprado. Funcionou bem. Resistiu bem ao frio de mais ou menos 7 graus da madrugada com ventos de 70 km/h.

Ao acordar tivemos um belo cenário do lago General Carrera formado por degelo e os Andes ao fundo. Uma cena linda.

Ajeitamos nossas coisas no carro e fomos para o vilarejo. Lá tomamos nosso café da manhã e experimentei o bolo deles, que chamam de “queque”. Será uma derivação da palavra inglesa “cake”. É visível muitas influências inglesas no Chile. Desde nomes de rios, ruas, etc, como O’Higgins, Simpson, Robert, Baker , Grey e por aí vai.

Ventava demais. Era possível ver os jatos de areia e poeira que se levantavam do chão com a força do vento.

Puerto Tranquilo é conhecida pelas Capilla de Mármol, ou capelas de mármore. As “capelas” na realidade são formações rochosas nas pedras frutos de erosão fluvial. Com a força do vento e das águas formam-se grutas nas pedras criando belas esculturas.

Para ir até lá é obrigatório ir de lancha, não tem como chegar de carro ou a pé. Ao preço de CLP 4500 por pessoa (R$ 20) fomos fazer o passeio de uma hora e meia.

A emoção já começou na ida. Um vento que produzia ondas de um metro num lago!! O nosso advogado Roberts já começava a reclamar que não havíamos assinado nenhum seguro, nenhum termo de responsabilidade, etc. Já comecei a desenhar na minha mente a rota de fuga caso a lancha virasse. Mas com o frio e a água gelada acho que eu agüentaria mais que 15 minutos nadando até começar a sentir os sintomas da hipotermia. O piloto da lancha fazia diversas manobras para fugir das ondas e para não entrar água. Mal a gente sabia que a volta seria pior com o vento contra.

Chegamos às Capillas. Realmente as pedras esculpidas pela erosão fluvial são bonitas e bem raras de se ver. Algumas rochas parecem que irão cair a qualquer momento por causa da base fina que acaba se formando. Ao entrarmos de lancha nas grutas percebemos que as paredes são de mármore e parecem haver sido esculpidas a mão.

Na volta à terra firme mais ondas, desta vez maiores com 2 metros vindo contra nós. A proa empinava nas ondas e despencava nas águas com muita força. Fiquei do lado direito da lancha e boa parte da água que espirrava vinha em mim. Tentei me proteger inicialmente, mas depois desisti.

No final das contas, eu, Roberts e Toni pegamos uma gripe depois de algumas horas. Dor de garganta, rinite, febre leve e corpo dolorido. Foi a primeira vez que ficamos doentes nessa viagem. Para piorar pegamos muita estrada de rípio (cascalhos) e a poeira que inalamos agravou nosso quadro. Faz parte. Me dopei com Resfenol e apaguei no carro.

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9º dia – Puerto Piramides na Peninsula de Valdez, Argentina

Por Alekrd

Seguindo a imendação da noite anterior, fiz parte da primeira pernadinha noturna, uns 300km, até entrar na Peninsula. Ahhh, dica aos viajantes: tomem cuidado com a estrada indo a sul depois de Sant Antonio Oeste, ela esta meio cavada e para carros altos como o nosso faz ele dar umas rabetadas, não dá pra passar dos 100km a noite… Pois bem, quebramos ali a esquerda e entramos na Peninsula. Passei o volante de ouro para o Ale e ai comecaram a aparecer as indicaçoes de animais, que mais parecia um catálogo de livro de biologia, e logo mais comecamos a ver eles em carne e osso!!! Muitos coelhos, tatus e a aclamada Llama!!! haha, o Toni vinha brincando com todos os animais que viamos dizendo que eram Llamas e ai aqui ela aparece!! Increible!! Mas não era uma autentica Llama, é uma especie parecida chamada Guanaco. Muitas fotos, seguimos para dentro da Peninsula. Ela é enorme!! Puerto Piramides que é a cidade do início da Peninsula fica logo depois do istmo esta a 80 km depois que se vira ali da ruta 3!!!

Chegamos no albergue as 4 da matina, porém os caras do albergue não nos atenderam legal, resolvemos dormir na Pajero. Acordamos todos tortos e fomos procurar um lugar pra ficar.

A cidade tem duas ruas, uma principal e outra não tão principal, e só. Perguntamos pra uma tiazinha lá dicas, e ela muito simpática nos deu não só dicas de hospedagens como dicas para dos lugares e todos. Muy amable!!

Encontramos os caras devolta no direcion turistica e decidimos passar pelo camping, pois o dinheiro começou a nos preocupar.

Fomos averiguar o camping. AR$ 10,00 pesos!! incrivel, uma olhada aqui e lá e decidimos ficar lá mesmo. Indecisão para achar o melhor lugar, e montamos a barraca.

Logo depois, fomos ver os precos das avistajes de ballenas – em espanhol argentino, se diz vagchena -. A micro cidade tem uns 3 escritorios de avistamentos, e todas cobram o mesmo preco. A indecisão bateu na hora de contratar pelo rumor de que já não se estavam avistando baleias por la devido a estaçao, que estava terminando. O ale estava decido a ir, enquanto nós, considerando-se o preço de AR$ 100,00, estavamos meio cabreros. Um cafezito ai e umas perguntas por la e decidimos ir. Fomos em um barco cheio de simpaticos velhinhos em excursão, todos argentinos, e um casal de Brasileños do RS.

Em 15 minutos, tinha um barco esperando por nós. Era um barco em um esquema meio lancha que vinha na praia seca em cima de um suporte que entrava na agua. Subimos, o suporte rebocado por um tratorzão levou agente até o mar e fomos. Sentia-se uma tensão no ar na expectativa de ver as baleias, acho que ninguem estava botando muita fé que iriamos ver alguma coisa. E a tensão aumetava. Passou-se 20 minutos e nada, 30 minutos e nada. Já se via a expressão de tristeza na velharada e ai, surpresa!! O maluco lá aponta para uma família de Ballenas.

São bichos incriveis!!! São enormes, 50 toneladas. Elas passavam debaixo do barco, ficavam do lado, levantavam a rabeta. Me senti em um programa do discovery channel!! Muitas fotos, e o ponto alto, quando a enorme mãe das baleias chegou bem do lado do barco e soltou um jato de agua em cima de toda a galera.

Ficamos no meio delas por uns 30 minutos e voltamos. O nosso prefeito Roberts voltou discursando para uma platéia de velhinhos que se amontoaram do lado dele encantados com seu portugues e a história de nossa viagem. Hahaha!!

Chegamos em terra firme, e fomos comer. Caro. O unico lugar para comer oferecia uma milanesa miadinha por AR$ 25,00, e cervejas de AR$ 10,00!!! Depois, fomos dar um role na city pra comprar souveniers e tambem planejar os próximos passos. Entre um chaveco do ale na atendente da lojinha e uns refris, decidimos sair no dia seguinte em direçao a Punta Tombo e não entrar na peninsula, pois as atrações para esse dia eram os pinguins que era melhor ver em Punta Tombo e as orcas que tinham por la, pelo que ouvimos falar, estavam dificil de ser ver.

Logo depois fomos a la playa e ela tinha quase sumido!! A maré aqui tem uma variação muito grande, a praia tinha encurtada uns 300mts, baixado em uns 10m de altura. La ficamos curtindo a paisagem impar dese lugar, mar em azul super saturado com a terra marrom ao fundo.

Passamos numa vendinha na volta pra comprar mantimentos pra queimar os knojos que trouxemos ao gosto do nosso chef Roberts. No camping, comecamos a tirar as coisas pra cozinhar, desmontar o lay-out da bagagem e tomar um banho. Os brasucas que tinhamos conhecido na avistaje a las ballenas Tiago e Glaucia chegaram e montaram a barraca la perto e compartimos nossa janta.

Jantar regado a Jack do nossos amigos, platos do Roberts e trocas de ideias sobre a trip se extendeu ai pelo por do sol as 11:00 da noite.

Banho tomado, fomos averiguar a night dessa mega city. Só tinha um barzinho aberto e paramos la pra tomar uma cerveza e tambem um drink argentino, o gancia, que ninguem curtiu muito.

Volta para o camping e noite debaixo de tendas.