22º dia – De Bariloche, Argentina a Pucon, Chile

Bariloche no verão é a baixa temporada. O charme da cidade está no inverno, um dos destinos mais procurados pelos brasileiros durante o inverno. Mas mesmo assim a cidade estava cheia. Haviam dezenas de excursões de colegiais da Argentina e do Chile.

Bariloche tem um clima de Campos do Jordão, com cafés, casas de chocolate, lojas de couros e acessórios para inverno. O nome real de Bariloche é San Carlos de Bariloche. A cidade fica cercada pelos Andes e o lago Nahuel Huapi dá um brilho a cidade. A água é clarissima. Só a praia deixa a desejar. Ela é toda de rípio também, uma pena.

Tomamos um chocolate com medialunas no famoso Chocolates del Turista, uma loja enorme de doces, chocolate e café que fica na Calle Mitre, a mais agitada de lá. Aproveitei para dar um oi ao Juan, um amigo que conheci no último reveillon em Ilha Grande. Ele tem uma loja de couros bacana na Mitre. O site dele é www.nativocuero.com.

Descobrimos que Pucon fica a 355km de Bariloche. Acabamos desistindo de Puerto Montt porque teríamos que voltar algumas centenas de km e nosso calendário está ficando apertado.

A estrada de Bariloche a Pucon pela Ruta 40 é lindíssima. Vamos margeando vários rios e corredeiras. O sol estava forte e o céu bem claro. Ideal!

Mais uma aduana e estamos novamente no Chile. A partir de agora esperamos pegar estradas melhores, e menos estradas de rípio já que estamos saindo da região da Patagônia.

Chegamos a Pucón, e de longe já se avista o Vulcão Villarica com o cume cheio de neve. É bem alto com seus 2847 metros de altitude.

Ficamos no Hostel Etnico. Pequeno mas muito confortável. Fomos bem atendidos pela Francheska, muito simpática e arriscando algumas palavras em português.

A noite fui com o Ale K para um pub experimentar o famoso Pisco Sour, bebida típica chilena que vai Pisco e clara de ovo. Ficamos num pub por algum tempo e depois fomos ao famoso Pub Mamas & Tapas, o mais badalado de Pucón. Lá conhecemos uns chilenos e chilenas de Villarica, cidade vizinha. Segundo eles, preferem a noite de Pucón porque é mais agitada e tem sempre gente nova. É um pub bem grande com DJ, boa bebida e gente bonita.

A cidade é bem atraente. Aqui já está fazendo calor, 21ºC. Estamos o tempo todo de bermudas. (estou escrevendo no presente pq é a primeira vez que escrevo no mesmo dia do post – santa conexão boa do hostel). Já estávamos cansados do frio. Aqui tem vários restaurantes, lojas de souvenirs, pubs, pessoas de bicicleta. Pucon não é só famosa pelo Vulcão Villarica, mas também pelas suas dezenas de termas de águas que variam de 28º a 46ºC.

Marcamos nossa subida para o Vulcão no dia 31/12. Depois conto aqui como foi.  Serão 5 horas de subida e umas 2 horas para descer. Precinho para isso? Uns R$ 150 com aluguel de roupas especiais, botas, mochilas, ganchos, etc.

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21º dia – De Puyuhuapi, Chile a Bariloche, Argentina

Tínhamos a intenção de ir Puerto Montt, visitar a prima do Ale K, só que para chegar lá teríamos que ir até Chaitén e de balsa (transbordo) até Puerto Montt.

A má notícia é que Chaitén está inabitada porque os habitantes foram evacuados devido a erupção do vulcão Chaitén em maio deste ano. A erupção na época chegou a formar 30 cm de cinzas. Ver mais aqui.

Achei um video no YouTube da erupção deste vulcão.

Tivemos que modificar nossa rota subindo pela Argentina. Então, mais uma aduana para atravessarmos. Cruzamos para Argentina por Futaleufú (cidade dos melhores raftings do mundo), Esquel (Arg), Bolsón (considerada uma cidade hippie da Argentina) e chegamos a Bariloche pela noite.

Ficamos no Hostel La Barraca, um hostel mais ou menos, mas os mais bacanas já estavam cheios. Demos uma volta pela cidade e fomos descansar.