Festival de Viña del Mar 2009

Todos os anos o Canal 13 chileno promove um festival bem famoso para a música latina, chamada Festival de Viña que acontece sempre em Viña del Mar a 100km de Santiago no Chile.

Neste ano será entre os dias 23 a 28 de fevereiro e será a 50ª versão do Festival. Contará com a presença de grandes cantores como Juanes, Simply Red e Santana.

Os ingressos vão de R$ 50 a R$ 400 aproximadamente.

Portanto, quem estiver por lá vale a pena conferir. E ainda acaba conhecendo uma cidade muito simpática. Aproveite e passe em Valparaíso que é uma cidade vizinha.

O site oficial do Festival é http://festival2009.canal13.cl

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A fauna da Patagônia

A fauna na Patagônia é riquíssima. Durante nossas viagens pelas estradas com frequência víamos animais diferentes e raros para nós brasileiros.

Nem sempre foi possível tirar fotos dos animais. Muitas vezes estavam longe e outras vezes fugiam apressados com medo de nossa presença.

Baleia Franca Austral

Baleia Franca Austral

 

Guanacos

Guanacos

Guanacos

Guanacos

 

Pinguins de Magalhães

Cavalos selvagens

Cavalos selvagens

Cavalos selvagens

Cavalos selvagens

 

Lebre da Patagônia

Flamingo

10º dia – Puerto Pirámides a Puerto Madryn a Punta Tombo a Comodoro Rivadavia a Caleta Olivia, Argentina

Por Toni

Acordamos tranquilos e sem pressa. Felizmente o Sol não bateu diretamente em nossas barracas aproveitando a sombra da mata nativa e a brisa gelada do atlântico que refrescava a manhã. Até agora nenhum dia de chuva ! Após arrumarmos toda a bagagem abastecemos no posto da própria cidade e enchemos o galão extra aproveitando o combustivel barato, $AR 2,04 o litro de diesel. Uma forma do governo argentino incentivar a migração para áreas pouco povoadas é subsidiando o combustível. Puerto Piramides por exemplo é uma vila de 300 habitantes com praticamente duas ruas: a que desce até a praia e a paralela a mesma. Com a paisagem cada vez mais desértica os postos de combustivéis estão ficando cada vez mais raros. Os postos se encontram praticamente somente nas entradas das cidades.

Na saída de Puerto Piramides, em frente ao Hostel, demos carona a uma espanhola muito simpática: Davinia. Mesmo com o carro lotado, colocamos sua mochila adentro e partimos a Puerto Madryn aonde ela iria rumo a Cordoba. Trocamos idéia sobre música, brasil, espanha, viagens, siesta… Esse intercambio cultural é um dos maiores presentes de toda a viagem. Por todas minhas trips até hoje sempre encontrei viajantes independentes com a mente aberta, flexíveis a novas idéias, aberto a novas culturas e super amigáveis. Almoçamos juntos e pela outra vez: Milanesa com Papas. Um beijo e um abraço bem apertado, nos despedimos e ela nos prometeu uma visita a São Paulo.

Pela primeira vez pegamos a famosa estrada de rípio para chegar na reserva de Punta Tombo. Pagamos $AR 35 pesos para ingressar no parque. Logo na entrada já fomos surpreendidos por pinguins. Surpreendente, impressionante e surreal. Ficamos em contato direto com os pinguins e os guanacos. Lado a lado diretamente em seu habitat natural. Após uma pequena caminhada chegamos ao topo da enconsta aonde podia se avistar a praia com centenas ou talvez milhares de pinguins. Apesar da exploração humana cada vez mais agressiva sob a natureza ainda existem lugares preservados e que o homem ainda não destruiu. Um detalhe do passeio foi o Kuroda tentando domesticar os pinguins fazendo carinho neles. Por vezes pegava uma pedra na mão e ficavamos com medo de que fosse atacar nelas…rs, na saída levou uma advertência de uma chica muy linda: Queres passar la mano en los pinguinos ? Kuroda: “No, no no ! He, he he !”

Na estrada o interessante é observar a mudança de paisagem gradual. A temperatura caindo com o Sol se pondo depois das 22pm, com variações gigantescas. Animais selvagens sempre cruzarão o seu caminho, ovelhas, cavalos e principalmente os guanacos estarão na beira da estrada. Lembre-se nós que invadimos o seu espaço, portanto: CEDA EL PASO e tenha muita precaução principalmente a noite. Nunca pare o caro totalmente para tirar fotos, os argentinos pisam fundo. No caminho para Puerto Pyramides o Okazaki viu um Corsa capotado. Para nossa surpresa o acidente havia ocorrido no dia anterior pelas mesmas causas citadas acima.

Hoje viajamos sem muitos planejamentos. Sem reservas e sem destino certo para ficar. Do jeito que eu gosto, viagem estilo Easy Rider. Pé na estrada e partimos rumo ao sul. Pegando a Ruta 3, as 11pm chegamos em Comodoro Rivadavia, cidade petrolifera responsavel por 30% do fornecimento de todo combustivel do país. Da estrada se podem avistar os poços de petróleo e as bombas em funcionamento. De cara a cidade não nos agradou. Entramos pelo morro, aonde ruas e becos mal iluminados não nos deram as boas vindas. Procuramos um hostel e não achamos. O que se intitulava Hostel Las Gaivotas nos queria cobrar a ignorância de mais de $AR 500 pesos (4 pessoas). Não percam tempo ! Procurando por hospedagem no centro, vasculhamos todos os hotéis e pensões e a grande maioria sem vagas ou caros.

Perguntei a um recepcionista de um hotel qual a cidade mais próxima e era Caleta Olivia. Na hora lembrei o nome recomendado por um motorista de uma excursão que conhecemos no passeio de barco no dia anterior. Paramos em um sujinho frequentado por caminhoneiros gordos e peludos e outros cabeludos e mal encarados. Como não havia cardápio aguardamos pela senhora nos atender. Concluímos que não valeria o custo benefício, comida cara e lugar sujo.

Assumi a direção e partimos a Caleta. Chegando na cidade, uma surpresa. Todas as indicações e placas nos levaram ao Hotel Robert. Em homenagem ao nosso querido Robertinho nos hospedamos por lá mesmo. Só havia um quarto para 3 pessoas disponivel, um teria que dormir no chão. Tiramos 2 ou 1. Sobrou eu e o Kuroda. TIramos par ou ímpar. Me ferrei ! Por sorte o Okazaki descobriu que havia um colchão extra sobre a cama de molas. Muito bonzinho ele colocou o colchão no chão e cedeu a cama. Com dó, Kuroda também se ofereceu e me deu seu travesseiro. Roberts também se sentiu comovido e perguntou se podia fazer algo. Camaradagem ! Dormi bem!

9º dia – Puerto Piramides na Peninsula de Valdez, Argentina

Por Alekrd

Seguindo a imendação da noite anterior, fiz parte da primeira pernadinha noturna, uns 300km, até entrar na Peninsula. Ahhh, dica aos viajantes: tomem cuidado com a estrada indo a sul depois de Sant Antonio Oeste, ela esta meio cavada e para carros altos como o nosso faz ele dar umas rabetadas, não dá pra passar dos 100km a noite… Pois bem, quebramos ali a esquerda e entramos na Peninsula. Passei o volante de ouro para o Ale e ai comecaram a aparecer as indicaçoes de animais, que mais parecia um catálogo de livro de biologia, e logo mais comecamos a ver eles em carne e osso!!! Muitos coelhos, tatus e a aclamada Llama!!! haha, o Toni vinha brincando com todos os animais que viamos dizendo que eram Llamas e ai aqui ela aparece!! Increible!! Mas não era uma autentica Llama, é uma especie parecida chamada Guanaco. Muitas fotos, seguimos para dentro da Peninsula. Ela é enorme!! Puerto Piramides que é a cidade do início da Peninsula fica logo depois do istmo esta a 80 km depois que se vira ali da ruta 3!!!

Chegamos no albergue as 4 da matina, porém os caras do albergue não nos atenderam legal, resolvemos dormir na Pajero. Acordamos todos tortos e fomos procurar um lugar pra ficar.

A cidade tem duas ruas, uma principal e outra não tão principal, e só. Perguntamos pra uma tiazinha lá dicas, e ela muito simpática nos deu não só dicas de hospedagens como dicas para dos lugares e todos. Muy amable!!

Encontramos os caras devolta no direcion turistica e decidimos passar pelo camping, pois o dinheiro começou a nos preocupar.

Fomos averiguar o camping. AR$ 10,00 pesos!! incrivel, uma olhada aqui e lá e decidimos ficar lá mesmo. Indecisão para achar o melhor lugar, e montamos a barraca.

Logo depois, fomos ver os precos das avistajes de ballenas – em espanhol argentino, se diz vagchena -. A micro cidade tem uns 3 escritorios de avistamentos, e todas cobram o mesmo preco. A indecisão bateu na hora de contratar pelo rumor de que já não se estavam avistando baleias por la devido a estaçao, que estava terminando. O ale estava decido a ir, enquanto nós, considerando-se o preço de AR$ 100,00, estavamos meio cabreros. Um cafezito ai e umas perguntas por la e decidimos ir. Fomos em um barco cheio de simpaticos velhinhos em excursão, todos argentinos, e um casal de Brasileños do RS.

Em 15 minutos, tinha um barco esperando por nós. Era um barco em um esquema meio lancha que vinha na praia seca em cima de um suporte que entrava na agua. Subimos, o suporte rebocado por um tratorzão levou agente até o mar e fomos. Sentia-se uma tensão no ar na expectativa de ver as baleias, acho que ninguem estava botando muita fé que iriamos ver alguma coisa. E a tensão aumetava. Passou-se 20 minutos e nada, 30 minutos e nada. Já se via a expressão de tristeza na velharada e ai, surpresa!! O maluco lá aponta para uma família de Ballenas.

São bichos incriveis!!! São enormes, 50 toneladas. Elas passavam debaixo do barco, ficavam do lado, levantavam a rabeta. Me senti em um programa do discovery channel!! Muitas fotos, e o ponto alto, quando a enorme mãe das baleias chegou bem do lado do barco e soltou um jato de agua em cima de toda a galera.

Ficamos no meio delas por uns 30 minutos e voltamos. O nosso prefeito Roberts voltou discursando para uma platéia de velhinhos que se amontoaram do lado dele encantados com seu portugues e a história de nossa viagem. Hahaha!!

Chegamos em terra firme, e fomos comer. Caro. O unico lugar para comer oferecia uma milanesa miadinha por AR$ 25,00, e cervejas de AR$ 10,00!!! Depois, fomos dar um role na city pra comprar souveniers e tambem planejar os próximos passos. Entre um chaveco do ale na atendente da lojinha e uns refris, decidimos sair no dia seguinte em direçao a Punta Tombo e não entrar na peninsula, pois as atrações para esse dia eram os pinguins que era melhor ver em Punta Tombo e as orcas que tinham por la, pelo que ouvimos falar, estavam dificil de ser ver.

Logo depois fomos a la playa e ela tinha quase sumido!! A maré aqui tem uma variação muito grande, a praia tinha encurtada uns 300mts, baixado em uns 10m de altura. La ficamos curtindo a paisagem impar dese lugar, mar em azul super saturado com a terra marrom ao fundo.

Passamos numa vendinha na volta pra comprar mantimentos pra queimar os knojos que trouxemos ao gosto do nosso chef Roberts. No camping, comecamos a tirar as coisas pra cozinhar, desmontar o lay-out da bagagem e tomar um banho. Os brasucas que tinhamos conhecido na avistaje a las ballenas Tiago e Glaucia chegaram e montaram a barraca la perto e compartimos nossa janta.

Jantar regado a Jack do nossos amigos, platos do Roberts e trocas de ideias sobre a trip se extendeu ai pelo por do sol as 11:00 da noite.

Banho tomado, fomos averiguar a night dessa mega city. Só tinha um barzinho aberto e paramos la pra tomar uma cerveza e tambem um drink argentino, o gancia, que ninguem curtiu muito.

Volta para o camping e noite debaixo de tendas.