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9º dia – Puerto Piramides na Peninsula de Valdez, Argentina

Por Alekrd

Seguindo a imendação da noite anterior, fiz parte da primeira pernadinha noturna, uns 300km, até entrar na Peninsula. Ahhh, dica aos viajantes: tomem cuidado com a estrada indo a sul depois de Sant Antonio Oeste, ela esta meio cavada e para carros altos como o nosso faz ele dar umas rabetadas, não dá pra passar dos 100km a noite… Pois bem, quebramos ali a esquerda e entramos na Peninsula. Passei o volante de ouro para o Ale e ai comecaram a aparecer as indicaçoes de animais, que mais parecia um catálogo de livro de biologia, e logo mais comecamos a ver eles em carne e osso!!! Muitos coelhos, tatus e a aclamada Llama!!! haha, o Toni vinha brincando com todos os animais que viamos dizendo que eram Llamas e ai aqui ela aparece!! Increible!! Mas não era uma autentica Llama, é uma especie parecida chamada Guanaco. Muitas fotos, seguimos para dentro da Peninsula. Ela é enorme!! Puerto Piramides que é a cidade do início da Peninsula fica logo depois do istmo esta a 80 km depois que se vira ali da ruta 3!!!

Chegamos no albergue as 4 da matina, porém os caras do albergue não nos atenderam legal, resolvemos dormir na Pajero. Acordamos todos tortos e fomos procurar um lugar pra ficar.

A cidade tem duas ruas, uma principal e outra não tão principal, e só. Perguntamos pra uma tiazinha lá dicas, e ela muito simpática nos deu não só dicas de hospedagens como dicas para dos lugares e todos. Muy amable!!

Encontramos os caras devolta no direcion turistica e decidimos passar pelo camping, pois o dinheiro começou a nos preocupar.

Fomos averiguar o camping. AR$ 10,00 pesos!! incrivel, uma olhada aqui e lá e decidimos ficar lá mesmo. Indecisão para achar o melhor lugar, e montamos a barraca.

Logo depois, fomos ver os precos das avistajes de ballenas – em espanhol argentino, se diz vagchena -. A micro cidade tem uns 3 escritorios de avistamentos, e todas cobram o mesmo preco. A indecisão bateu na hora de contratar pelo rumor de que já não se estavam avistando baleias por la devido a estaçao, que estava terminando. O ale estava decido a ir, enquanto nós, considerando-se o preço de AR$ 100,00, estavamos meio cabreros. Um cafezito ai e umas perguntas por la e decidimos ir. Fomos em um barco cheio de simpaticos velhinhos em excursão, todos argentinos, e um casal de Brasileños do RS.

Em 15 minutos, tinha um barco esperando por nós. Era um barco em um esquema meio lancha que vinha na praia seca em cima de um suporte que entrava na agua. Subimos, o suporte rebocado por um tratorzão levou agente até o mar e fomos. Sentia-se uma tensão no ar na expectativa de ver as baleias, acho que ninguem estava botando muita fé que iriamos ver alguma coisa. E a tensão aumetava. Passou-se 20 minutos e nada, 30 minutos e nada. Já se via a expressão de tristeza na velharada e ai, surpresa!! O maluco lá aponta para uma família de Ballenas.

São bichos incriveis!!! São enormes, 50 toneladas. Elas passavam debaixo do barco, ficavam do lado, levantavam a rabeta. Me senti em um programa do discovery channel!! Muitas fotos, e o ponto alto, quando a enorme mãe das baleias chegou bem do lado do barco e soltou um jato de agua em cima de toda a galera.

Ficamos no meio delas por uns 30 minutos e voltamos. O nosso prefeito Roberts voltou discursando para uma platéia de velhinhos que se amontoaram do lado dele encantados com seu portugues e a história de nossa viagem. Hahaha!!

Chegamos em terra firme, e fomos comer. Caro. O unico lugar para comer oferecia uma milanesa miadinha por AR$ 25,00, e cervejas de AR$ 10,00!!! Depois, fomos dar um role na city pra comprar souveniers e tambem planejar os próximos passos. Entre um chaveco do ale na atendente da lojinha e uns refris, decidimos sair no dia seguinte em direçao a Punta Tombo e não entrar na peninsula, pois as atrações para esse dia eram os pinguins que era melhor ver em Punta Tombo e as orcas que tinham por la, pelo que ouvimos falar, estavam dificil de ser ver.

Logo depois fomos a la playa e ela tinha quase sumido!! A maré aqui tem uma variação muito grande, a praia tinha encurtada uns 300mts, baixado em uns 10m de altura. La ficamos curtindo a paisagem impar dese lugar, mar em azul super saturado com a terra marrom ao fundo.

Passamos numa vendinha na volta pra comprar mantimentos pra queimar os knojos que trouxemos ao gosto do nosso chef Roberts. No camping, comecamos a tirar as coisas pra cozinhar, desmontar o lay-out da bagagem e tomar um banho. Os brasucas que tinhamos conhecido na avistaje a las ballenas Tiago e Glaucia chegaram e montaram a barraca la perto e compartimos nossa janta.

Jantar regado a Jack do nossos amigos, platos do Roberts e trocas de ideias sobre a trip se extendeu ai pelo por do sol as 11:00 da noite.

Banho tomado, fomos averiguar a night dessa mega city. Só tinha um barzinho aberto e paramos la pra tomar uma cerveza e tambem um drink argentino, o gancia, que ninguem curtiu muito.

Volta para o camping e noite debaixo de tendas.

7º dia – De Buenos Aires a Mar del Plata

Por Alek

Cedo na Capital Federal (assim que esta no mapa do gps), acordamos até que cedo, dasayunamos ( Muito bom o cafe da manha desse albergue, com media lunas e tudo mais), atolamos tudo nas malas, despedimos do pessoal do hostel e fomos buscar a valentona Pajero.

No estacionamento, foi bacana trocar ideia com o guardador de carro. Fiquei surpreso, ele me perguntou como estava o Brasil, tamanho da industria em São Paulo e a conversa entortou pra politica!! Do nada o cara estava falando dos governos corruptos da america do sul!!! Isso sim é que é povo politizado.

Seguimos em direção ao obelisco e Nueve de Julho montando a rota no gps e fomos seguimos em direcao à Mar del Plata. Abastecemos no posto – boa dica abastecer fora de Buenos Aires – e aproveitamos para comprar o cabo de aço para guinchar o carro em emergências (acessório obrigatório – 35 pesos) e um kit de primeiros socorros (também obrigatório – 40 pesos) que são vendidos em postos de gasolina, seguindo dicas de camaradas do site mochileiros, porém, só tinham o cabo – as dicas eram de que se tratava de um cambão-, compramos mesmo assim porque nao tinhamos nenhum, e perguntando pra varios motoristas e frentistas por la diziam que não era necesário… melhor ter esse do que nao ter nada.

Picamos a mula em direção a Mar del Plata. 450km bem sinalizadas, e haviam pedagios (peajes) que variavam de AR$ 1,00 a AR$.

Mar del Plata

Chegamos as 19h ainda muito claro. Logo sentimos um vento muito gelado e de uns 50 km/h. Apesar do sol e dos 20 graus, o vento gelado obrigou a gente a tirar os agasalhos da mala pela primeira vez.

Tínhamos uma reserva num Hostel filiada a Hostelling International, porém ao chegar lá nem fomos atendidos. O boludo do argentino deixou a gente esperando uns 20 minutos fazendo não sei o que. Haviamos pego um folder de hotés baratos no último posto que pssamos e descobrimos que o preço em hotéis poderia sair mais barato que o hostel. O hostel sairia $AR 65 pesos por pessoa e num hotel sairia por $AR 42 num quarto duplo, banheira, café da manhã. Ficamos no hotel America, fica no centro, mas beleza, estamos de carro, o que facilita qualquer locomoção.

Alex para fazer minha lavanderia, lavando as roupas na banheira. O quarto parecia um cortiço, com cabides e roupas penduradas.

Dormir? nem pensar!!! Não dexariamos de aproveitar um dos atrativos que fizeram nos escolher essa city. Fomos a um boliche (espécie de barzinho) na avenida constitucion, primeira escolha do atendente do hotel. Ainda antes, quando procurava por comida e hielo, um maluco la falou desse lugar também. Mais curiosos fomos de taxi, apenas AR$ 20,00. Um lugar bem legal, com vários ambientes chamada Sobremonte – AR$30,00, soda+vodca=AR$ 15,00, ambientes com música eletronica, musica en vivo, salsa, etc.. uns 10. Apreciamos a verdadeira beleza do lugar e voltamos ao hotel, mas antes, é claro, um pancho (cachorro quente), clássico.

No dia seguinte acordamos e fomos fazer um tour pela city, comecando pela Playa Grande. Decidimos comer por la, porem, foi uma pessima ideia, muitos lugares fechados e as poucas opções restantes caros e não muito boas. A praia de longe parecia uma maravilha, agua limpa, mujeres. Porem, chegando la, passamos por uma area imensa cercada privada, e depois disso, uma areia escura feia, um cenário que nos fez mudar a ideia!!

Tostamos um pouco no sol e fomos ver uns Lobos Marinos, que ficam perto do porto. Impressionante, pra começar com o cheiro!! Eles fedem muito!!! Mas são fascinantes, há uma colonia de 800 deles (segundo a placa) por la, e pela meia hora que ficamos la tivemos a impressão que suas vidas se resumem a coçar, brigar , rugir e espirrar, soltando guspe nos visitantes. São enormes, nem a pajero tracionada conseguiria atropelar um deles.
Compramos uns regalitos – souveniers – e voltamos forçados pelo cansaço, e tambem para atualizar o roteiro e tal. Passamos por um mercadinho para comprar uma comida rapida e para el dormitorio.

Desmaiamos e só nossos guerreiros taticos Toni e Alex conseguiram vencer o sono para fazer as atualizações. Por um momento que não sei se era sonho ou realidade o Ale me falou que sairiamos às 5:00, e no mesmo estado mental disse que beleza. haha.

Acordei no meio da noite con hambre – morto de fome – e fui procurar comida. Achei uma lanchonete na mesma rua e mandei uma milanesa completa, pão duro mas ok!! Feito, voltei, o soldado Alex estava mexendo no blog, que diga-se de passagem esta muito louco, e voltei pra cama.