Festival de Viña del Mar 2009

Todos os anos o Canal 13 chileno promove um festival bem famoso para a música latina, chamada Festival de Viña que acontece sempre em Viña del Mar a 100km de Santiago no Chile.

Neste ano será entre os dias 23 a 28 de fevereiro e será a 50ª versão do Festival. Contará com a presença de grandes cantores como Juanes, Simply Red e Santana.

Os ingressos vão de R$ 50 a R$ 400 aproximadamente.

Portanto, quem estiver por lá vale a pena conferir. E ainda acaba conhecendo uma cidade muito simpática. Aproveite e passe em Valparaíso que é uma cidade vizinha.

O site oficial do Festival é http://festival2009.canal13.cl

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Somos todos iguais

Esta viagem à Patagônia e Tierra del Fuego me fez refletir um pouco mais sobre as pessoas. A viagem foi de carro, então, em algumas horas o cenário era outro, a moeda, a língua, as feições das pessoas eram outras. Um mundo bem diferente.

Entretanto, ao conversar com as pessoas, observá-las como elas tratam umas com as outras, como se relacionam com você, o que elas pensam da vida, fica cada vez mais perceptível a semelhança que possuímos.

Nesta viagem nos relacionamos não somente com pessoas nativas, mas visitantes de outros países. Vimos pessoas de diferentes raças, religiões e culturas.

Mas cada vez mais estava ficando notório a similitude entre eles. No fundo todos somos iguais.

Religiões, raças, países querem sempre se diferenciarem umas das outras. E ao se diferenciarem estão intrinsecamente dizendo: “Sou melhor do que todos! Prefiro te desprezar para me sentir maior”. Numa equivocada arrogância.

Isso é errado. Cada país, cada povo tem algo a acrescentar. Saber observar o que você pode aprender com outros é algo que faz você crescer.

No discurso de Obama observamos ele dizer que a América é formada por cristãos e muçulmanos, judeus, hindus e ateus, e os EUA são moldados por todas as culturas e línguas.

Fantástico.

Todos sabem disso, mas nunca é demais relembrar. 

A fauna da Patagônia

A fauna na Patagônia é riquíssima. Durante nossas viagens pelas estradas com frequência víamos animais diferentes e raros para nós brasileiros.

Nem sempre foi possível tirar fotos dos animais. Muitas vezes estavam longe e outras vezes fugiam apressados com medo de nossa presença.

Baleia Franca Austral

Baleia Franca Austral

 

Guanacos

Guanacos

Guanacos

Guanacos

 

Pinguins de Magalhães

Cavalos selvagens

Cavalos selvagens

Cavalos selvagens

Cavalos selvagens

 

Lebre da Patagônia

Flamingo

34º dia – último dia – de Maringá-PR a São Paulo

De Maringá a São Paulo dá uns 600 a 700km. Viagem tranquila.

Depois de 34 dias e 15 mil quilômetros estamos em casa.

É bom rever as placas da Marginal Pinheiros, rever a cidade. São Paulo parece enorme. Realmente é uma cidade grande, perto de outras cidades e vilarejos que passamos.

Foi uma viagem diferente para todos nós. Conhecemos inúmeras cidades, diversas pessoas, distintas faunas, muitos cenários inéditos. Foi uma das viagens mais ricas que já fiz. Quem quiser fazê-la serei o primeiro a encorajar. Viajar de carro te dá muita liberdade. Possibilita conhecer de verdade os lugares.

Aproveito para, em nome de todos, agradecer aos nosso pais, familiares, namoradas, amigos, amigas, pessoas que conhecemos durante a viagem por torcerem por nós, por se preocuparem conosco, pelas dicas, pelos comentários e pelas saudades que deixaram.

Agradeço principalmente aos integrantes dessa viagem Toni, Kuroda e Roberto por terem sido ótimos parceiros, amigos e companheiros. Todos foram excelentes companhias durante toda a viagem. Fomos renovados e agora temos diferentes percepções das cidades e países visitados.

Até a próxima trip!

Ale

33º dia – De Foz do Iguaçu, Paraná a Maringá, Paraná

Fomos até o Parque Nacional do Iguaçu. Fiquei impressionado com o nível de organização. Já chegando somos direcionados a um estacionamento amplo. Em seguida há mapas indicativos em português, inglês e espanhol. Logo na entrada há lojas de souvenirs, lanchonetes, banheiros limpos, vários guias dando informações. Coisa de primeiro mundo. Fiquei orgulhoso.

O Parque é grande. Para isso há ônibus novos de 2 andares, circulares, que percorrem todo o parque.

Dentro do parque há inúmeras lanchonetes e o melhor, aceitam dólar, euro, real, peso argentino, cartão.

Fizemos o famoso passeio do Safari Macuco pelo rio chegando até as cataratas. Emocionante. A força das águas é algo de arrepiar. Imperdível.

O passeio custa R$ 169 por pessoa, mas a dica é comprar em hostels espalhados na cidade. Lá vendem o voucher a R$ 100 por pessoa.

Há turistas do mundo inteiro. É raro ver um local no Brasil com tantos turistas.

As cataratas são enormes. Não tinha idéia da dimensão. Muita água. A beleza de lá é indescritível. O barulho das águas é ensurdecedor. Chegamos muito próximos das cataratas. Emocionante.

No final do dia seguimos para Maringá, nossa última parada antes de chegar a São Paulo.

32º dia – Foz do Iguaçu, Brasil e Ciudad del Este, Paraguai

Dia de compras. Pegamos uma van que saiu do hotel e fomos conhecer a famosa Ciudad del Este.

Cruzamos a ponte da amizade e já estávamos no Paraguai. Ninguém pede nada, nenhum passaporte, RG nada.

Ao cruzar a ponde da Amizade a impressão que se tem é que você chegou a região da 25 de Março em São Paulo. Um mundo de gente. Isso que, segundo o motorista, a cidade estava calma, temporada baixa pós-Natal. É um lugar feio. Todos carregando sacolas pretas, as pessoas empurrando carrinhos de mão com caixas e mais caixas de papelão. Várias barracas com lona azul vendendo de tudo. De binóculos, DVDs piratas, brinquedos falsos, mini TVs, MP3, várias marcas genéricas. Você começa a caminhar e já vem os molequinhos tentar vender pares de meias para você.

O ideal é fazer compras dentro das galerias. Há várias como Monalisa (perfumes), Lailai (eletrônicos, computadores), Americana, Casa China com suas atendentes de micro-saia. O limite de compras é de US$ 300. O difícil é segurar o bolso.

É um lugar bizarro. Terra de ninguém. Os seguranças andam com um escopeta calibre 12. Faz um calor infernal de 36ºC.

Pesquise muito os preços. Uma mesma câmera digital pode variar de US$ 500 a US$ 1000. Desconfie de preços muito baixos. Pode ser remanufaturado, ou seja, tiveram algum defeito de fábrica, ainda novos, foram consertados e são vendidos como novos.

Lá eles aceitam todo o tipo de moeda: dólar, real, guarani. Se for pagar no cartão tem um adicional de 10%.

Ao cruzar novamente para a fronteira brasileira só havia um policial federal. Mas é aleatório. Podíamos ter sido parados também.

31º dia – De Corrientes, Argentina a Foz do Iguaçu, Brasil

Saímos cedo em direção ao Brasil pela Ruta 12 que margeia o Paraguai. Havíamos lido relatos em fóruns de que os policiais rodoviários (Policia Caminera) são corruptos nesta estrada. Que apesar do carro estar ok, ainda assim pedem uma gorjetinha.

Bom, aconteceu uma vez neste trecho. Um policial nos parou perguntou se tínhamos todos os equipamentos obrigatórios como 2 triângulos, cabo de aço para reboque, autorização para circular e perguntou a profissão de cada um. Em seguida, veio pedir uma gorjetinha para una “gaseosa” una “coca-cola”. Não queríamos dar dinheiro, então fomos pegar o café brasileiro que havíamos levado do Brasil para ocasiões como essa. Demos 2 pacotes de café, um para cada policial de plantão e nos liberou em seguida. Saiu barato.

A última cidade que passamos antes de chegar ao Brasil foi Puerto Iguazú. Comparada a Foz do Iguaçu no Brasil, é uma titica. Deve ter no máximo 3 postos de gasolina. Mas ficamos impressionados com o Hostel International de lá, a beira da estrada com uma piscina grande que mais lembrava um hotel. Mas decidimos ficar no Brasil.

Finalmente chegamos a aduana brasileira, que nada nos pediu. Não preenchemos nenhum formulário de que estávamos carregando grãos, sementes, frutas, derivados de carne, etc. Nada. Diferente do que acontece com as aduanas chilenas e argentinas que são bem rigorosas. Passamos direto. Somente um Policial Federal nos perguntou se éramos brasileiros, mas não checou nada. Assim passamos para o lado brasileiro!

Num primeiro momento é estranho. Ver as placas escritas em português. Fui pedir uma informação na rua e por pouco não pergunto em espanhol como estava acostumado a fazer durante toda a viagem.

Fomos para o Marco das Três Fronteiras, um ponto onde se pode avistar o Paraguai, Argentina e Brasil ao mesmo tempo. Lotado de turistas chilenos, argentinos e europeus.

Mortos de fome fomos direto a uma churrascaria, o Búfalo Branco. Nos “deslizamos” como diria o Roberts.

Ficamos no Hotel Mirante, bom e barato. Saiu R$ 35 por pessoa num amplo quarto quádruplo com café-da-manhã. Tem até uma piscina. Muito barato. A maioria dos hóspedes era argentino, então não dáva ainda aquela sensação de estarmos no Brasil.

A noite, seguindo recomendações, fomos até o Capitão Bar. Tomamos um mega mojito que vem numa jarra. Muito bem preparada por sinal.